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União estável: como comprovar e quais são os direitos

Morar junto e formar uma família gera direitos, mesmo sem papel assinado. Veja como a união estável é reconhecida, como registrar e o que muda na separação, na herança e na pensão por morte.

PDr. Paulo Jorge Braga PinheiroOAB/PI 24.9693 min de leitura
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Neste artigo
  1. O que caracteriza a união estável
  2. Como formalizar
  3. Os direitos na separação
  4. Os direitos na herança
  5. A pensão por morte do INSS
  6. Quando procurar um advogado

Resumo em 30 segundos

A união estável é a convivência pública, contínua e duradoura com o objetivo de formar família. Ela existe mesmo sem registro, mas a escritura em cartório facilita a prova. Sem contrato, vale a comunhão parcial de bens, e o companheiro tem direito à herança e à pensão por morte nas mesmas condições do cônjuge.

Muitos casais vivem juntos há anos, têm filhos e dividem as contas sem nunca ter ido ao cartório. Para a lei, essa família existe e tem direitos. A dificuldade aparece quando o casal se separa ou quando um dos dois morre: aí é preciso provar a união.

O que caracteriza a união estável

O Código Civil reconhece como a convivência entre duas pessoas que seja:

  • pública, ou seja, conhecida por vizinhos, parentes e amigos;
  • contínua, sem idas e vindas constantes;
  • duradoura, embora a lei não fixe prazo mínimo;
  • com objetivo de constituir família.

Morar na mesma casa ajuda a provar, mas a lei não exige. Namoro, mesmo longo, não basta: conta a intenção de viver como família.

Como formalizar

Existem dois caminhos, e os dois são opcionais:

  • Escritura pública no Tabelionato de Notas, com a data de início da união, o e os dados do casal.
  • Termo declaratório feito diretamente no Registro Civil, que também pode ser registrado no Livro E.

Na formalização, o casal pode escolher o regime de bens. Sem contrato, vale a comunhão parcial: o que for adquirido durante a união, com esforço do casal, pertence aos dois.

Os direitos na separação

Na dissolução da união estável, o casal decide a dos bens, a guarda e a pensão dos filhos e, se for o caso, a pensão entre os companheiros. Havendo acordo e sem filhos menores ou incapazes, a dissolução pode ser feita em cartório, com advogado. Nos demais casos, o caminho é a Justiça.

Os direitos na herança

O Supremo Tribunal Federal decidiu que o companheiro tem os mesmos direitos sucessórios do cônjuge. Ele concorre com os filhos e, na falta deles, com os pais do falecido, conforme as regras do inventário.

A pensão por morte do INSS

O companheiro tem direito à como dependente, sem precisar provar dependência econômica. O INSS exige início de prova documental produzida em até 24 meses antes do óbito. Só testemunhas não bastam.

A duração da pensão depende da idade do companheiro, do tempo de união e do . Se a união tinha menos de 2 anos ou o segurado tinha menos de 18 contribuições, a pensão dura 4 meses, salvo em casos específicos, como morte por acidente.

Quando procurar um advogado

Na hora de fazer a escritura, para definir o regime de bens adequado ao casal, e quando a união precisa ser reconhecida na Justiça, depois de uma separação ou de uma morte. Conheça a área de Direito de Família do escritório.

Quer ver o tema em detalhes, com ferramentas e perguntas frequentes? Conheça a área de Direito de Família.

Fontes

Revisado em 29 de setembro de 2026 por Dr. Paulo Jorge Braga Pinheiro.

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Quem escreve

Dr. Paulo Jorge Braga Pinheiro

Advogado fundador · OAB/PI 24.969

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Comentários

Respostas do escritório são informativas e não substituem a análise do seu caso.

Conteúdo informativo, atualizado em 29 de setembro de 2026. As regras citadas podem mudar e cada caso tem particularidades. Este texto não substitui a análise individual por um advogado.