Negocie cedo
Peça ao banco o saldo devedor atualizado e proponha novo prazo ou parcelas. Tudo por escrito, com protocolo.
Carro e moto financiados
Parcelas atrasadas, notificação do banco ou o veículo já no pátio. Veja cada etapa, os prazos que a lei dá e o que dá para fazer antes e depois da apreensão.
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Depois da apreensão
Resposta rápida
No financiamento com alienação fiduciária, o veículo fica em nome do banco até a quitação. Com parcela em atraso e notificação enviada ao endereço do contrato, o banco pode pedir a busca e apreensão. Depois da apreensão, você tem 5 dias para pagar a dívida integral e recuperar o veículo e 15 dias para se defender. Antes disso, negociar costuma ser o caminho mais barato.
Revisado em 26 de setembro de 2026 por Dr. Paulo Jorge Braga Pinheiro
Etapa por etapa
Quanto mais cedo na estrada você age, mais opções existem. Do quilômetro 4 em diante, os prazos são curtos.
Uma parcela vencida já coloca o contrato em mora. É o melhor momento para negociar.
O banco envia carta ao endereço do contrato. Vale mesmo que outra pessoa receba (STJ, Tema 1132).
Na Justiça, com pedido de liminar, ou no cartório, pelo procedimento criado em 2023.
Cumprida a ordem, o carro é levado para o pátio indicado pelo banco. Começam a correr os prazos.
Pagando a dívida integral apresentada pelo banco, o veículo volta sem ônus.
Hora de discutir juros, tarifas, cobranças indevidas e falhas na notificação.
Sem pagamento, o banco pode vender. O que sobrar depois da dívida é do devedor.
O veículo foi apreendido hoje?
Anote a data e o local do pátio, guarde o auto de apreensão e peça ao banco, por escrito, o valor da dívida integral. Os 5 dias para pagar e os 15 dias para a defesa contam da execução da liminar. Procure orientação no mesmo dia.
Antes da apreensão
Peça ao banco o saldo devedor atualizado e proponha novo prazo ou parcelas. Tudo por escrito, com protocolo.
Juros acima do contratado, tarifas de cadastro, avaliação e seguros embutidos podem ser questionados.
A notificação vale se for enviada ao endereço do contrato. Endereço antigo é aviso que você não recebe.
Desconfie de quem manda parar de pagar e promete "limpar a dívida" ou reduzir a parcela pela metade.
O que não fazer
Faça a conta
Antes da apreensão, o atraso é o que está em jogo. Depois dela, para recuperar o veículo, o STJ entende que é preciso pagar a dívida integral: as parcelas vencidas e as que ainda vão vencer. Veja a diferença com os números do seu contrato.
Quanto custa recuperar depois?
Hoje, só o atrasado
R$ 2.500,00
Depois da apreensão, a dívida integral
R$ 32.500,00
É só uma soma das parcelas, sem juros, multas e despesas, para mostrar a diferença entre negociar cedo e recuperar depois. O valor real é o que o banco apresenta no processo.
O que diz a lei
Comprovada a mora, o juiz pode mandar apreender o veículo. Em 5 dias, o devedor pode pagar a dívida pendente integral e receber o bem de volta.
Decreto-Lei 911/1969, art. 3º
Para recuperar o veículo, é preciso pagar as parcelas vencidas e as que ainda vão vencer, conforme os valores do banco no processo.
STJ, Tema 722
Basta o envio ao endereço do contrato, sem necessidade de prova de que o devedor recebeu pessoalmente.
STJ, Tema 1132
A lei criou um procedimento extrajudicial de busca e apreensão, com notificação e prazos próprios.
Lei 14.711/2023
Pagar a maior parte das parcelas não impede a apreensão: o STJ afastou a teoria do adimplemento substancial nesses contratos. São regras gerais; cada contrato e cada processo têm detalhes próprios.
Para adiantar
Não tem tudo? Chame assim mesmo. Com o contrato e a notificação, já dá para entender em que ponto da estrada você está.

Quem acompanha o seu caso
Juros, tarifas, seguros e a forma como a mora foi comprovada fazem diferença na defesa e na negociação. O escritório atua em direito bancário e do consumidor.
Também tem desconto estranho no benefício ou cartão consignado? Saiba mais sobre direito bancário.
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Perguntas frequentes
Nos contratos com alienação fiduciária, basta uma parcela em atraso para o contrato ficar em mora. Antes de pedir a busca e apreensão, o banco precisa comprovar a mora com notificação enviada ao endereço que consta no contrato.
Pelo STJ (Tema 1132), basta que o banco envie a notificação ao endereço indicado no contrato, mesmo que ninguém assine o recebimento ou que outra pessoa receba. Por isso é importante manter o endereço atualizado com o banco. Falhas no envio, porém, podem ser discutidas na defesa.
Em até 5 dias depois de cumprida a liminar, você pode pagar a dívida pendente integral, informada pelo banco no processo, e o veículo é devolvido sem ônus. Para o STJ (Tema 722), integral significa as parcelas vencidas e as que ainda vão vencer. Também é possível negociar com o banco um acordo nesse período.
Podem. O STJ decidiu que a chamada teoria do adimplemento substancial não impede a busca e apreensão nos contratos de alienação fiduciária. Por isso vale negociar assim que o atraso começar.
O Decreto-Lei 911/1969 dá 15 dias, contados da execução da liminar, para a resposta. Na defesa podem ser discutidos juros e tarifas abusivos, cobranças indevidas e problemas na notificação.
Desde a Lei 14.711/2023, a lei prevê também um procedimento no cartório, com regras próprias de notificação e prazos. Em qualquer caso, a retirada do veículo segue um procedimento legal. Ninguém pode tomar o carro na rua por conta própria, sem ordem ou procedimento formal.
O valor da venda abate a dívida. Se sobrar dinheiro depois de pagar a dívida e as despesas, a diferença deve ser entregue ao devedor. Se faltar, o banco pode cobrar o saldo.
Não é recomendado. Esconder o veículo não resolve a dívida, pode levar a multas e outras medidas no processo e fecha portas para um acordo. O caminho mais seguro é negociar ou se defender no prazo.
Fontes
Revisado em 26 de setembro de 2026 por Dr. Paulo Jorge Braga Pinheiro. As regras podem mudar; confira sempre a data.
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